Doenças vasculares

Doenças arteriais periféricas

Doenças arteriais periféricas

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é um bloqueio parcial ou completo de circulação através das artérias da pelve e das pernas. Este fluxo de sangue comprometido pode causar problemas no quadril, nádega, coxa, joelho, pernas ou no pé. A aterosclerose, ou endurecimento das artérias é considerado como a principal causa.

Sintomas: Muitos casos de doença arterial periférica são "silenciosos", o que significa que a pessoa com a doença não sente nenhum sintoma.

Mesmo que o paciente se sinta bem, é importante lembrar que os pacientes com aterosclerose estão em risco aumentado de apresentar um infarto (obstrução das artérias do coração) ou acidente vascular cerebral isquêmico (obstrução das artérias do cérebro), pois está doença não só compromete as artérias das pernas, mas acomete todas as artérias do nosso corpo.

Dor nas pernas é o sintoma mais comum desta doença e é também conhecido como claudicação intermitente (CI). Ela geralmente ocorre em grandes músculos em uma ou ambas as pernas durante caminhadas ou exercícios. Nem toda pessoa com DAOP apresenta claudicação, podendo apenas sentir sensação de aperto, peso, cãibra ou fraqueza na perna.

A claudicação ocorre toda vez que a pessoa caminha, e a dor geralmente passa quando a pessoa descansa. Com a evolução da doença a distância de caminhada sem dor diminui progressivamente.

A evolução grave da doença leva a dor contínua nos pés e na pernas, pela falta de oxigênio nesses tecidos. Essa condição é mais conhecida como dor em repouso. Podendo culminar com o surgimento de lesões e feridas que não cicatrizam, podendo nos casos mais graves necessitar de amputação.

 

Causas e Fatores de Risco

A principal causa desta doença é a aterosclerose (endurecimento das artérias) que está relacionada com a formação de placas (depósitos de gordura) no interior das artérias, levando com o passar do tempo a sua obstrução.

Aterosclerose também está relacionada a doença coronariana e a doença carotídea, levando, respectivamente, a obstrução das artérias do coração e do cérebro.

Estima-se que 30% a 40% das pessoas com doença na artéria carótida ou do coração também sofrem de doença arterial periférica, e que 50% a 60% dos pacientes com DAOP irão desenvolver ou doença da artéria carótida ou do coração.

A aterosclerose ocorre mais frequentemente nos homens porém também pode afetar as mulheres.

Os fatores relacionados a formação da doença arterial obstrutiva periférica são:

  • Tabagismo (hábito de fumar);
  • Hipertensão (pressão arterial elevada);
  • Diabetes mellitus;
  • Níveis elevados de colesterol ou triglicérides no sangue;
  • Obesidade.
 

Diagnóstico

O diagnóstico desta doença é realizado através de uma anamnese e exame físico detalhados, que incluem, a avaliação dos pulsos das artérias dos membros, a medida da pressão das artérias da perna, e a coleta de exames de sangue específicos.

A medida da pressão das artérias da perna é conhecido como índice tornozelo braquial (ITB), que nada mais é, do que a comparação das pressões das artérias dos braços com as da perna. Essa avaliação é realizada com a utilização de um ultrassom doppler, e é exame indolor.

 

Para fornecer mais informações sobre a extensão da doença arterial periférica, outros testes podem ser realizados, como:

  • Ultrassom Duplex;
  • Arteriografia;
  • Tomografias;
  • Ressonância magnética.

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Os irmãos Pedro e Ricardo Castedo formaram-se em Medicina e Especializaram-se em Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduados pela PUC-SP e Unicamp, dedicaram-se a carreira médica para poder proporcionar maios saúde e qualidade de vida aos seus pacientes. Saiba mais sobre nossos médicos em Equipe.


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